Estamos há trocentos dias sem posts aguardando o novo blog na RACING (alô, Ricardo Meier!), mas esta vale a pena. Senna explicando a vitória de uma marcha só:
"Mas é o objetivo ali no pódio... um tenta acertar a champanhe no olho do outro."
Galvão Bueno, após ver Kimi Raikkonen sair quase chorando do pódio para limpar os olhos, atingidos por um "triunfante" adversário com champanhe.
Bom, foi melhor que o Reginaldo, que creditou aos 0s6 perdidos no box a perda da posição do Massa pro Kimi. Massa, que, vale lembrar, é perseguido pela Ferrari. Ferrari, que, vale lembrar, não gosta de brasileiros - deve ter contratado dois por acidente.
Vi a estréia de Jorge Lorenzo hoje no Catar e não pude deixar de fazer um paralelo com o primeiro GP de Lewis Hamilton ano passado na Austrália. Os dois vieram e já deram o recado logo de cara: não estamos aqui pra brincadeira, somos autoconfiantes e não ligamos se no box ao lado há um campeão mundial (um penta e um bi, respectivamente).
Rapaz, o que acelerou este espanhol no final de semana não foi brincadeira! Pole e segundo lugar em cima de Valentino, que chegou em quinto com a mesma moto e não teve chances nem de pódio do meio da corrida pro final. É de tirar o chapéu.
Hamilton, no ano passado, só não chegou na frente de Alonso logo na primeira corrida porque a McLaren não deixou. Rossi, em 2007, até chegou a ter seu calvário diante das seguidas vitórias de Casey Stoner comparado ao do espanhol da F1 diante do estreante inglês.
Havia, porém, uma diferença: Casey, o desafiante, não estava na mesma equipe de Rossi, a vidraça, o Schumacher da Motovelocidade. Lorenzo está, mas, a exemplo do que fez Hamilton, não parece ter ligado.
Agradecendo aos amigos que de vez em quando dão uma passadinha aqui e me cobram mais posts (com razão, porque quase abandonei este espaço), explico os motivos que me fizeram diminuir o ritmo.
Como boa parte sabe, trabalho no portal Carro Online (www.carroonline.net) e na revista CARRO (estamos agora todos juntos numa mesma equipe, diferentemente de antes), mas especificamente como editor-chefe do Carro Online (também conhecido como canal de carros do Terra), cargo que assumi há alguns meses quando o Ricardo Meier, dono da cadeira até então, foi promovido.
Acontece que de lá pra cá, no meio dos milhares de projetos novos da Motorpress (que incluem uma reformulação visual no site, que estréia em breve, e uma editorial, já em andamento), pedi um blog no site da revista Racing (www.revistaracing.com.br), que também está sob a minha batuta e passou da inércia ao pleno vapor graças à chegada do Rafael Munhoz, e consegui o espaço.
Resumindo: em breve, o blog deixará de ser só uma diversão e passará também a fazer parte do meu dia-a-dia na redação, o que vai me permitir muito mais flexibilidade para escrever diariamente (reparem como os horários da maioria dos posts são bem cruéis...).
Bom, depois de um texto extremamente confuso e cheio de parênteses, acho que deu pra entender mais ou menos o espírito da coisa, né? O site da Racing já "ressuscitou", ainda vai mudar bastante e isso inclui um blog meu lá a estrear dentro de algumas semanas. Quando tiver mais novidades, conto para vocês.
Enquanto isso, vou tentar falar um pouco, pelo menos, da estréia da MotoGP e da F1.
Ah, claro: acessem os novos blogs que já estão no ar
O que tem em comum Fidel Castro e Barrichello? Além de serem odiados por uma legião que xinga sem argumentação consistente (longe de mim defender qualquer um dos dois, mas faça um anti-Barrica provar que um cara que ganhou nove corridas e fez 519 pontos não é de nada e instigue um militante do PSDB a mostrar por A + B que a saúde nos áureos tempos de Fernando Henrique era melhor que a cubana e se divirta), ambos não souberam a hora de parar.
Fidel já saiu por baixo. Bin Laden chegou quietinho, derrubou as torres e fez muito mais barulho que ele com os mísseis soviéticos e com a farda há 49 anos sem lavar. E só saiu porque quer ver a repercussão ainda em vida.
Barrica, coitado, periga nem terminar o ano. Pessimista? Dê uma olhada nas tabelas de tempo dos últimos treinos. Se virar de cabeça pra baixo, a liderança é da Honda e ninguém tira. Já pensou mais um calvário como o de 2007 na vida de Rubens? Nem mesmo o terapeuta que lhe rendeu a autoconfiaça de que bateria Schumacher é capaz de reverter o quadro.